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Termo de Abertura - Simpósio(maio/2004)
1904- Cem anos da bênção da Matriz de São Bento de Itapecerica(MG)- 2004
A Paróquia de São Bento de Itapecerica promove dos dias 16 a 23 de maio, o Simpósio de História, por ocasião dos 154(cento e cinquenta e quatro anos) do nascimento, dos 131 anos de ordenação sacerdotal, do ilustre itapecericano, Monsenhor José dos Santos Cerqueira e pela celebração do Centenário da bênção do grandioso templo católico, histórico e artístico – patrimônio de nossa Cidade, a Igreja Matriz de São Bento.
O que significa a palavra simpósio? “Simpósio é banquete, festim, festa. Modernamente
se vem dando a esta palavra o sentido de reunião científica, ou literária e histórica para debates. Em grego é simposion. De syn, união, reunião e posis, bebida. Em latim é symposium. O costume de dar a simpósio o significado de reunião científica vem da Inglaterra, onde começou a ser usado em 1954”.(Grande Dicionário Etimológico-prosódico da língua portuguesa, Professor Francisco da Silveira Bueno; Editora Lisa S.A., 1988).O nosso Simpósio, especificamente, acontecerá, todos os dias após a celebração da Eucaristia, o Banquete da Vida, Memória da História de Jesus, morto e Ressuscitado, que está no meio de nós. A Igreja Matriz foi construída justamente para a Comunidade acolher a Palavra de Deus, celebrar o Banquete da Vida e os demais Sacramentos da Igreja e outros momentos significativos de sua caminhada na fé.
Os Conselhos Pastoral e Administrativo da Paróquia nomearam a Comissão Organizadora deste evento. Tudo foi preparado com muito zelo pela Equipe. Foram horas e horas de reuniões e pesquisas. O membros da Comissão convidaram Dom Antônio, Dom Zicó e Dom Gil; convidaram Sacerdotes e Conferencistas que nos transmitirão, durante este Simpósio, conhecimentos que têm sobre a Vida e a Tradição do nosso Povo, da nossa Paróquia. Isso é História. E História é vida. Primeiro acontece a vida. Os primeiros habitantes deste chão aqui chegaram no início do século XVIII. A Paróquia de São Bento foi criada em 15 de fevereiro de 1757. A vida é história. A história são fatos da vida. A história é contada pelos pais aos filhos, por uma geração a outra. Surge o que chamamos de Tradição. A tradição consiste em contar a história, ensinar a história às novas gerações. Assim a geração de hoje fica sabendo o que aconteceu há muitos anos ou há séculos. É importante viver(fazer a história), é importante contar a história, aliás o nosso povo gosta de contar e de ouvir histórias(sobre a família, a comunidade...). Não menos importante é escrever a história para que nada se perca. É isso que acontece agora conosco. Muito já se escreveu sobre a história de Itapecerica. Muitos livros já foram publicados. O co-autor de um desses livros; mais especificamente do livro: Itapecerica, sua Fé e sua Música( História Eclesiástica de Itapecerica); o Dr. Constantino Barbosa, filho ilustre desta terra, nos prestigia hoje com a sua presença proferindo a primeira conferência deste Simpósio. Temos história, ouvimos alguém contar essa história, não como meros ouvintes ou espectadores curiosos, mas como personagens dessa historia que continua sendo construída hoje e sempre. Depois do Simpósio, vamos com muita razão dizer: temos muita história p´ra contar. Vamos conhecer a nossa história que está nos livros e nos monumentos, na arquitetura e na arte, nas igrejas e casarões de nossa Cidade. Muita coisa já se perdeu, foi demolida ou roubada, ou está guardada ou escondida em algum lugar. O que ainda temos, e temos bastante, é manifestação da espiritualidade e da cultura de nossos antepassados. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muitos frutos; porque sem mim nada podeis fazer.”(Jo 15,5).
Jesus é a videira. Nós, que somos os ramos de hoje pensamos nos ramos de ontem. O tronco, porém é o mesmo, Jesus Cristo. “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e sempre ”(Hb 13,8).
A vida do ramo só é fecunda quando está enxertada em Cristo. A maioria ramos de ontem; os nossos antepassados, que viveram orientados por Cristo e para Cristo; produziu frutos para si e para a sua família. Mas alguns se destacaram pela sua fé, generosidade, esforço, coragem, criatividade e desempenharam fecundo apostolado em favor da Comunidade. E esses serão, mais conhecidos e estimados, durante esses dias do Simpósio. Eles deixaram-nos o seu legado: o testemunho de sua fé, de sua dedicação a Deus e à Igreja. O que eles transmitiram e construíram, é hoje a nossa maior riqueza, ou seja, a Fé, a história, a arte e a cultura do povo Itapecericano. Alegres pelo patrimônio que temos, herança dos nossos antepassados, com a mesma alegria devemos preservá-lo para as gerações futuras.
Itapecerica, 16 de maio de 2003.
Pe. Pedro Gondim Ferreira – Pároco
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